Estado das Culturas e Previsão de Colheitas

Seu nome ou apelido

 
Seu endereço de e-mail.
 
Subscrever   Remover meu endereço

Setembro de 2022   

Setembro de 2022

     A precipitação ocorrida em setembro foi muito benéfica para as vinhas, pomares e culturas forrageiras da sub-região de Entre Douro e Minho. Já na sub-região de Trás-os-Montes, apesar do seu efeito benéfico, não foi possível atenuar grandemente a situação de seca vigente, nem o stress hídrico das plantas. As condições meteorológicas permitiram a realização dos múltiplos trabalhos agrícolas, não obstante a necessidade de antecipação da data das vindimas, nalgumas zonas de observação. As colheitas das culturas anuais e permanentes (fruteiras e vinha) estão praticamente concluídas, mantendo-se a previsão de um mau ano agrícola. A exceção é a produção de uva para vinho, na sub-região de Entre Douro e Minho, onde se prevê um aumento de 4%, face ao ano transato.  
Ler Mais
     out04 


Agosto de 2022   

Agosto de 2022

     Em agosto, esgotou-se a água disponível em diversos poços, minas e nascentes, outrora utilizada na rega de culturas permanentes e temporárias. Em simultâneo, os valores médios da temperatura máxima superaram claramente os da normal climatológica. A rarefação da oferta alimentar nas pastagens de montanha obriga os animais a maiores deslocações. A distribuição, a título extraordinário, de forragens conservadas tem sido inevitável na maioria das explorações. Esta necessidade, associada à contração da disponibilidade de recursos forrageiros, deixa antever dificuldades acrescidas na alimentação do efetivo animal nos períodos de carência que se seguem, nomeadamente no Inverno. O início da colheita de diversos frutos (uva para vinho, incluído) foi antecipado, em muitas zonas, suscitando o ajustamento do funcionamento das respetivas estruturas de transformação e armazenamento. Estamos perante um cenário desolador, levando à revisão em baixa das produtividades e, consequentemente, das produções globais referentes à maioria dos produtos. Também se perspetiva a obtenção de produtos de menor qualidade. Face a este cenário é cada vez mais premente repensar as estratégias de adaptação e mitigação dos efeitos das alterações climáticas, nomeadamente no aumento da capacidade de armazenamento das águas superficiais e da eficiência da rega.  
Ler Mais
     set05 


Julho de 2022   

Julho de 2022

     Neste mês de julho, persiste a insuficiência de precipitação, sendo os seus efeitos agravados pela supremacia dos valores médios da temperatura máxima, média e mínima face aos da normal climatológica. O aumento da frequência das regas, com a consequente delapidação dos recursos hídricos, quando tal é possível, é uma inevitabilidade. Assim, as estimativas de produtividade e consequentemente de produção global da maioria das culturas permanentes acompanhadas mantiveram uma tendência negativa, comparativamente ao ano anterior. A declaração da situação de contingência, em resultado do risco extremo de incêndio rural, impôs limitações na realização dos trabalhos agrícolas, particularmente da ceifa/debulha dos cereais praganosos. A este respeito é também de referir o impacto dos incêndios rurais em apiários, diversas pastagens e em culturas permanentes, em muitos casos com quebra total do potencial produtivo.    
Ler Mais
     ago03 


Junho de 2022   

Junho de 2022

     Apesar de alguma precipitação ocorrida no final do mês de junho, propícia às culturas arvenses, prados e pastagens, a mesma continuou a ser insuficiente para atenuar os efeitos da seca, sobretudo no nordeste transmontano. Por outro lado, na zona litoral, debilitou as culturas em fase de colheita, nomeadamente cereais praganosos e mirtilo. A precipitação foi significativamente inferior à da normal climatológica e os valores médios da temperatura foram superiores aos valores normais para todas as medidas de tendência central e dispersão. Esta situação determinou regas mais frequentes, antevendo-se escassez de água no período estival caso não sejam tomadas medidas adicionais atinentes ao aumento da eficiência da sua utilização. Face à seca e a geadas tardias ocorridas, para a maioria das culturas permanentes acompanhadas, prevê-se uma diminuição da produtividade, comparativamente ao ano anterior. A cereja da Beira Douro e Távora e de Resende e a vinha no Ribadouro e Vale do Sousa, de entre as culturas com expressão, parecem ser as únicas exceções. De realçar, ainda, a expressiva rejeição de frutos de mirtilo (no EDM), em consequência do estado de tempo durante a colheita.  
Ler Mais
     jul06 


Maio de 2022   

Maio de 2022

     No mês de maio, precisamente no dia 14, ocorreu vento forte, trovoadas e intensa queda de granizo, causando danos em culturas permanentes (vinha, kiwi e frutos pequenos de baga) e em algumas hortas. Embora a queda de granizo seja, geralmente, localizada, atingiu vários locais da Região Norte, o que resultará em diminuição nas produções referentes à campanha em curso. A precipitação verificada em abril e maio beneficiou o crescimento das plantas forrageiras, contribuindo para uma boa produção. As condições meteorológicas do início do mês (sol e vento) favoreceram a produção, colheita e armazenamento dos fenos. O reduzido nível de armazenamento de alguns aproveitamentos hidroagrícolas leva a antever problemas na disponibilidade de água no período estival, se não forem tomadas medidas adicionais para a utilização eficiente da água. 
Ler Mais
     jun06 


Abril de 2022   

Abril de 2022

     A precipitação ocorrida em abril proporcionou a recuperação das culturas arvenses e dos prados e pastagens. Contudo, o volume global de precipitação continua a situar-se abaixo do valor normal para a época do ano, o que tem mantido um volume de armazenamento das águas nas albufeiras e aquíferos anormalmente baixo. Em Entre Douro e Minho, houve uma boa emergência dos cereais praganosos e as searas estão limpas de infestantes. As condições climatéricas têm favorecido o afilhamento assim como o desenvolvimento vegetativo. Nalgumas searas de Trás-os-Montes, ainda se observa um certo atraso, que poderá comprometer a sua produtividade. As culturas permanentes encontram-se em fases diferenciadas, evidenciando na generalidade um bom aspeto, sendo, contudo, prematuro declarar qualquer previsão de colheita. O aumento vertiginoso dos custos de produção, particularmente dos fertilizantes, combustíveis e alimentos compostos comerciais, constitui uma séria ameaça à sustentabilidade das explorações agrícolas.  
Ler Mais
     mai03 


Março de 2022   

Março de 2022

     Na Sub-Região do Entre Douro e Minho as condições gerais do estado do tempo durante o mês de março favoreceram a realização das tarefas inerentes à plantação da batata e conclusão da poda e empa das culturas permanentes, bem como o desenvolvimento vegetativo dos cereais, forragens e pastagens. As culturas permanentes estão ainda no início do seu ciclo vegetativo. Também na Sub-Região de Trás-os-Montes, onde a precipitação total superou a normal climatológica, foi também possível empreender as tarefas previstas para este mês. Perspetiva-se um aumento da produção de azeite, cerca de 24% face ao ano transato, em consequência do incremento da produção de azeitona.  
Ler Mais
     abr05 


Fevereiro 2022   

Fevereiro 2022

     A fraca precipitação ocorrida durante o presente inverno não se tem refletido negativamente na generalidade das culturas permanentes por se encontrarem em dormência, embora o baixo teor de humidade no solo faça antever problemas no curto prazo em resultado do eminente abrolhamento, mais avançado nas amendoeiras de variedades tradicionais que, como as da foto, vão florindo. Já no caso das Pastagens Permanentes e das Culturas Forrageiras de Outono Inverno os danos são visíveis e poderão condicionar de forma permanente a produtividade na presente campanha. Da mesma forma, embora ainda seja cedo para avaliar com rigor a produtividade dos cereais praganosos para grão, é expectável que, mesmo com um aproximar da pluviosidade à normal, o seu valor final ficará aquém do obtido no ano passado.  
Ler Mais
     mar07 


Janeiro 2022   

Janeiro 2022

     Em janeiro a precipitação foi escassa ou mesmo inexistente em alguns locais. A temperatura mínima negativa, com a formação de geadas em vários locais, foi uma tendência que se foi acentuando ao longo do mês. Em resultado destas condições houve um certo abrandamento no desenvolvimento vegetativo das pastagens, forragens e restantes culturas. Embora a ausência de precipitação não tenha impactos diretos negativos com grande significado nesta época do ano, o espectro duma situação de seca no presente ano agrícola começa a fazer parte do conjunto de preocupações dos produtores agrícolas, onde também estão incluídos os constantes aumentos dos preços verificados em muitos fatores de produção. Como facto positivo, salienta-se a confirmação de um aumento na produção global de azeitona para azeite e na obtenção de um produto final “azeite” com boa qualidade.  
Ler Mais
     fev01 


Dezembro de 2021   

Dezembro de 2021

     O ano agrícola de 2020/21 foi favorável para várias culturas permanentes. De facto, o que já tinha sido observado para os frutos frescos e alguns frutos secos, nomeadamente a cereja, a maçã e a amêndoa, é agora confirmado em dezembro para o kiwi e a azeitona. As temperaturas amenas deste mês de dezembro têm sido benéficas para o desenvolvimento das forrageiras de outono/inverno e dos prados e pastagens. No entanto, um certo número de horas de frio é importante para que determinadas culturas permanentes possam beneficiar em plenitude do seu potencial produtivo no novo ano agrícola. A precipitação que ocorreu na última década deste mês permitiu aumentar os teores de humidade no solo, não sendo, porém ainda suficiente para repor, em termos significativos, os recursos hídricos da região.  
Ler Mais
     jan04 


Novembro de 2021   

Novembro de 2021

     De uma forma geral, o ano agrícola de 2020/2021 teve produções acima da média do quinquénio para a generalidade das culturas. Contudo, a irregularidade meteorológica durante o verão levou a uma menor produção em algumas culturas e, sobretudo, a uma diminuição da qualidade, bem patente no caso dos vinhos verdes. Estas condições meteorológicas inconstantes, provavelmente efeito das alterações climáticas, têm provocado variações imprevisíveis no ataque de algumas pragas e doenças, com particular relevância, no ano agrícola que findou, no caso do castanheiro. Os prejuízos causados pela septoriose tornam evidente a cada vez maior necessidade de assegurar um Sistema de Avisos Agrícolas eficiente em todo o território. Embora a fraca precipitação neste outono não tenha implicações no curto prazo, beneficiando até muitos amanhos e granjeios da época, o decréscimo no armazenamento de água faz antever problemas para o próximo ano agrícola no caso do regime pluviométrico não se aproximar da normal climatológica.  
Ler Mais
     dez02 


Outubro de 2021   

Outubro de 2021

     Durante o mês de outubro a alternância entre períodos de céu limpo e de nebulosidade com precipitação, permitiu repor teores de humidade nos solos, possibilitando ainda a realização das diferentes tarefas previstas para esta época. Em termos das culturas permanentes, será de salientar a quebra agora prevista na produção da castanha, contrariando as previsões anteriores e a confirmação de que, em várias áreas de vinha para vinho, as uvas não terão atingido os teores de açúcar pretendidos. Os preparativos para o novo ano agrícola têm decorrido com normalidade.  
Ler Mais
     nov03 


Setembro de 2021   

Setembro de 2021

     Com as colheitas das culturas anuais praticamente concluídas e com a generalidade das fruteiras e vinha com a colheita avançada, 2020/2021 está a revelar-se um bom ano agrícola. A expectativa é igualmente elevada nas culturas que ainda não iniciaram a fase de colheita, nomeadamente o kiwi, a castanha e a azeitona. Em todo o caso, esse otimismo não é partilhado em todas as zonas de observação, nem em todas as culturas. A grande variabilidade climática entre o Entre Douro e Minho (EDM) e Trás-os-Montes (TM) e, dentro de ambas as sub-regiões, entre zonas homogéneas, teve grande influência no presente ano agrícola, como é exemplo a vinha em que a variação da produção nas zonas homogéneas do EDM vai de um mínimo de 79 em Basto a um máximo de 101% no Vale do Minho, e em TM, de um mínimo de 89 no Alto Tâmega e Alvão Padrela a um máximo de 132% no Corgo e Marão.  
Ler Mais
     out04 


Agosto de 2021   

Agosto de 2021

     Genericamente, durante o mês de agosto ocorreu muito pouca precipitação e registou-se um progressivo aumento das temperaturas, nomeadamente da máxima. Esta situação originou algum condicionamento no desenvolvimento de culturas feitas essencialmente na condição de sequeiro e determinou a necessidade de dar mais atenção à questão da rega, onde tal era possível. No entanto, apesar da diminuição das reservas hídricas, estas mantiveram sempre um nível aceitável. Para várias culturas, principalmente permanentes, as perspetivas continuam a ser melhores este ano, comparativamente ao anterior.  
Ler Mais
     set02 


Julho de 2021   

Julho de 2021

     Neste mês de julho ocorreu uma oscilação das temperaturas e fraca precipitação. No entanto, as reservas hídricas mantiveram-se em níveis satisfatórios, até porque se tem verificado, na generalidade, a predominância de um menor número de regas, comparativamente a um ano normal. As estimativas de produtividade e consequente produção global, da maioria das culturas permanentes, mantiveram uma perspetiva positiva, comparativamente ao ano anterior, resultado não só das condições ambientais da atual campanha, como também da progressiva entrada em plena produção de novas plantações realizadas nos últimos anos. As condições, genericamente, foram favoráveis para a realização das tarefas agrícolas desta época, mas continuaram a exigir atenção aos aspetos de ordem fitossanitária.  
Ler Mais
     ago03 


Junho de 2021   

Junho de 2021

     O mês de junho foi marcado por períodos de grande instabilidade nas condições ambientais e por fenómenos meteorológicos, como precipitação intensa e quedas de granizo, que provocaram avultados prejuízos em algumas culturas. Felizmente essas ocorrências, embora com significado para os produtores atingidos, foram localizadas. Assim, nomeadamente para a maioria das culturas permanentes acompanhadas neste mês, mantemos as previsões e estimativas de aumentos, relativamente ao ano anterior, até porque a comparação é muitas vezes feita com o ano de 2019/20 que foi pouco favorável para a generalidade das fruteiras. As quantidades de matéria verde disponíveis para a alimentação dos efetivos pecuários e as possibilidades de constituição de reservas, em termos de alimentos grosseiros armazenados, também foram fatores positivos. A dificuldade na realização de certas tarefas e a existência de condições favoráveis ao desenvolvimento de doenças e ataques de pragas, teve o contraponto na menor necessidade de regas e na manutenção de níveis apreciáveis das reservas hídricas.  
Ler Mais
     jul04 


Maio de 2021   

Maio de 2021

     As condições meteorológicas (oscilações nas temperaturas, quedas de granizo e intensidade do vento), terão provocados prejuízos localizados. No entanto, duma forma geral e atualmente, ainda se pode considerar que teremos uma recuperação das produtividades (kg/ha), de várias culturas permanentes, comparativamente ao ano anterior. Essas condições meteorológicas também determinaram especial atenção aos aspetos de ordem fitossanitária. As perspetivas de alimentação dos efetivos pecuários e de constituição de reservas, em termos de alimentos grosseiros armazenados, continuam a ser positivas, assim como o nível das reservas hídricas. Será ainda de salientar que, como a cultura do mirtilo tem vindo a ganhar importância regional, ano após ano, foi decidido passar a fazer o seu acompanhamento no âmbito do Relatório do Estado das Culturas e Previsão de Colheitas (ECPC), a partir deste mês de maio de 2021.    
Ler Mais
     jun14 


Abril de 2021   

Abril de 2021

     Observou-se uma recuperação no desenvolvimento de várias culturas, como nos cereais praganosos para grão e principalmente nas forragens e pastagens, com reflexo positivo na alimentação dos efetivos pecuários. Nas culturas permanentes prosseguiram as fases de floração/vingamento, devendo-se aguardar mais algum tempo para confirmar o real impacto da instabilidade meteorológica que ocorreu neste último mês. Assim, apesar das condições verificadas durante o mês de abril terem dificultado a realização de certas tarefas agrícolas, criando ainda condições para o desenvolvimento de doenças criptogâmicas, será de realçar os aspetos positivos da ocorrência de precipitação, cujos valores voltaram a aproximar-se dos normais para a época. As perspetivas de um progressivo e bem-sucedido desconfinamento, criaram expectativas positivas no que se refere ao escoamento dos produtos.  
Ler Mais
     mai06 


Março de 2021   

Março de 2021

       Um mês de março com muitos dias de céu limpo, temperaturas mais amenas, apesar de terem ocorrido algumas noites com formação de geadas, em conjugação com valores apreciáveis de humidade nos solos, tiveram um efeito positivo para a generalidade das culturas. Assim, assistiu-se a um relançamento da atividade vegetativa em muitas culturas arbóreas e arbustivas e houve uma recuperação no desenvolvimento vegetativo dos cereais para grão, das forragens e pastagens. Essas condições permitiram ainda a realização de várias tarefas agrícolas como, por exemplo, as adubações de cobertura em algumas culturas já instaladas, a preparação dos terrenos e o início da plantação da batata. Certas dificuldades de escoamento da produção, motivadas pela situação de pandemia, ainda preocupam os agricultores, que têm a expectativa que as restrições sejam progressivamente levantadas nos próximos tempos.  
Ler Mais
     abr22 


Fevereiro 2021   

Fevereiro 2021

     Neste mês de fevereiro a quantidade de precipitação foi relevante, constituindo um fator positivo, pois possibilitou um aumento das reservas hídricas, superficiais e subterrâneas, no entanto, teve o inconveniente de dificultar a realização de uma série de tarefas agrícolas. Relativamente às temperaturas médias, sobretudo a média das mínimas, a um janeiro mais frio, sucedeu um fevereiro mais temperado. Por esse motivo, muitas variedades de amendoeira entraram em floração mais cedo, como evidencia a fotografia que capeia o presente relatório. As crescentes atualizações de aumento da produção de azeitona para azeite ao longo dos últimos três meses refletiram-se na produção de azeite, com um aumento próximo de 20% relativamente à campanha anterior.  
Ler Mais
     mar04