Estado das Culturas e Previsão de Colheitas

Seu nome ou apelido

 
Seu endereço de e-mail.
 
Subscrever   Remover meu endereço

Janeiro de 2024   

Janeiro de 2024

     O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) identificou uma onda de calor na generalidade das estações meteorológicas da Região Norte que, pela sua extensão espacial e temporal, foi por este organismo considerada a mais significativa observada no mês de janeiro, desde 1941. De facto, o reduzido número de horas de frio durante este inverno está a criar apreensão em muitos agricultores pelo efeito negativo na indução floral de muitas culturas e pelo abrolhamento precoce que poderá causar diminuição da produção se se verificar um final de inverno com temperaturas mínimas negativas. A informação sobre a azeitona para azeite foi novamente revista em alta, tendo em conta que o aumento ocorrido na sua cotação incentivou a colheita em olivais cuja escassez de mão-de-obra e preços relativamente baixos verificados em campanhas anteriores tinham-lhes destinado o abandono.  
Ler Mais
     fev07 


Dezembro 2023   

Dezembro 2023

     A elevada precipitação dos últimos meses provocou o encharcamento dos solos em toda a sub-região do EDM, dificultando a realização de trabalhos de inverno, como a mobilização de terrenos para sementeiras de cereais de inverno. Na sub-região de TM, por outro lado, registou-se uma reposição dos níveis dos lençóis freáticos, apresentando algumas áreas um índice de água no solo superior à capacidade de campo.   Estima-se uma redução na colheita de Kiwi (-6%) em comparação com o ano anterior. Em contrapartida, a produção de azeitona destinada à produção de azeite apresenta uma tendência de crescimento (+27%). No entanto, este aumento deve ser interpretado com prudência, pois a produção total permanece significativamente abaixo dos níveis considerados normais para um ano agrícola padrão. As temperaturas amenas e a ocorrência de precipitação têm favorecido o desenvolvimento das plantas nos prados e pastagens.   Este documento constitui o último relatório apresentado pela DRAP Norte, entretanto extinta. Fica a expectativa de que este projeto seja continuado e, se possível, aprimorado pela Comissão de Coordenação da Região Norte (CCDR Norte).  
Ler Mais
     jan09 


Novembro de 2023   

Novembro de 2023

     Em novembro, a intensa precipitação contribuiu para a reposição dos níveis dos lençóis freáticos, o que também se aplica à maioria do território da sub-região de Trás-os-Montes. Nalgumas zonas de observação do Entre Douro e Minho, as condições climatéricas prejudicaram a realização de algumas tarefas sazonais, tais como a colheita do kiwi, do milho para grão e as sementeiras de forragens ou cereais de inverno. A conjugação de humidade e calor favoreceu o desenvolvimento das culturas forrageiras e pratenses, estimando-se que a produção de alimentos grosseiros, como fenos e silagens, será superior à do ano anterior. Em toda a Região Norte, perspetiva-se um aumento nas produções de milho (grão), castanha e azeitona para azeite. No entanto, subsiste ainda a preocupação quanto à propagação da vespa das galhas do castanheiro ( Dryocosmus kuriphilus Yasumatsu ), que afeta a produção de castanha. Nas árvores atacadas é visível o fraco vigor no crescimento dos ramos, na floração e na respetiva frutificação, com o correspondente impacto na redução da produção dos castanheiros e, por essa razão, na economia das explorações da sub-região de Trás-os-Montes.  
Ler Mais
     dez06 


Outubro 2023   

Outubro 2023

     Tal como sucedeu no ano passado, o mês de outubro foi marcado por uma intensa precipitação. A pluviosidade acumulada no ano agrícola de 2022/2023, que agora se conclui, superou a da normal climatológica em toda a Região Norte, sendo de destacar que no Entre Douro e Minho (EDM) a diferença atingiu os 25%. Não obstante a precipitação em muito superior ao normal para o mês de outubro, foi possível realizar as atividades agrícolas relacionadas com preparação da nova campanha agrícola, a colheita do milho, frutos secos e uvas. Estima-se um aumento na produção da maioria dos produtos agrícolas na Região Norte, em comparação com o ano anterior, abrangendo culturas como milho, maçã, pêssego, kiwi, amêndoa, avelã, castanha, noz e azeitona para produção de azeite. Além disso, a produção de culturas forrageiras, prados e pastagens deverá apresentar um maior crescimento em relação ao ano anterior.  
Ler Mais
     nov08 


Setembro 2023   

Setembro 2023

     O cenário meteorológico de setembro foi distinto nas duas sub-regiões. Em Trás-os-Montes (TM), a precipitação ocorrida foi de 92,1 mm, o que representa um aumento de 64% em relação à média mensal dos últimos 30 anos. No Entre Douro e Minho, a precipitação foi de 86,5 mm, o que representa uma redução de 10% em relação à média. Em ambas as sub-regiões, a temperatura média foi superior à normal, respetivamente, 1% e 4%. Estima-se que a produção global de cereais praganosos para grão em TM, nomeadamente trigo e triticale, sofrerá quebras de 4,9% e 6,3%, respetivamente. Pelo contrário, a produção do milho para grão, deverá aumentar em toda a Região Norte, entre 4,4% e 10,7%. A batata produzida em regadio segue a mesma tendência, com acréscimos de produção compreendidos ente 7,7% e 18,0%. No que respeita às culturas permanentes, é de destacar a previsão de um aumento generalizado na produtividade da castanha, avelã, noz, uva para vinho e azeitona para azeite. A incorporação de matéria verde na dieta animal revela um incremento em relação ao período equivalente do ano anterior. No entanto, o aumento no preço dos concentrados tem originado uma redução dos efetivos bovinos e ovinos.  
Ler Mais
     out19 


Agosto de 2023   

Agosto de 2023

       De acordo com o IPMA, no mês de agosto, a maior parte do território da região Norte encontrava-se sob influência de uma situação de seca meteorológica. Adicionalmente, as temperaturas mínimas, médias e máximas apresentaram valores acima do habitual para este mês. No entanto, é de realçar que em agosto de 2022 a situação era ainda mais crítica, com o esgotamento dos recursos hídricos em diversos poços, minas e nascentes, bem como uma escassez de alimento nas pastagens de montanha, o que levou os animais a percorrerem maiores distâncias em busca de alimento. Diante deste cenário de seca, torna-se cada vez mais premente repensar as estratégias de adaptação e mitigação dos impactos das alterações climáticas, com especial foco no aumento da capacidade de armazenamento das águas superficiais e na melhoria da eficiência da irrigação. Estima-se que a produção global de cereais praganosos para grão, nomeadamente trigo, centeio, aveia, cevada e triticale, sofrerá quebras. Pelo contrário, a produtividade do milho para grão deverá aumentar ligeiramente. É de salientar a previsão de um aumento substancial na produtividade da amêndoa em Trás-os-Montes, relativamente ao ano anterior. No Entre Douro e Minho, espera-se um aumento ligeiro na produtividade da uva para vinho. As condições climatéricas determinaram o avanço vegetativo, contribuindo para a antecipação das colheitas, nomeadamente das uvas. As estruturas de transformação e armazenamento tiveram de se ajustar para responder a esta situação. Por último, é importante mencionar o aumento contínuo das queixas dos agricultores em relação aos danos causados por certas espécies cinegéticas, nomeadamente cervídeos e javalis.  
Ler Mais
     set07 


Julho de 2023   

Julho de 2023

     Durante o mês de julho, como habitualmente nesta época do ano, as precipitações foram reduzidas. Nalguns dos dias deste mês as temperaturas máximas médias excederam os valores normais para esta época pelo que na maioria das explorações agrícolas da região, que dispõem de recursos hídricos, o número de regas e o volume de água consumido aumentou. Na região Norte, prevê-se um aumento significativo na produtividade da batata cultivada em regadio, especialmente na sub-região de Trás-os-Montes (TM). No entanto, a estimativa é de uma importante quebra na produção de cereja, particularmente na sub-região de Entre Douro e Minho (EDM). Por outro lado, espera-se um aumento de aproximadamente 135% na produção de pêssego em TM, comparativamente ao ano transato. As forragens anuais apresentaram um melhor desenvolvimento vegetativo, em comparação com o ano anterior, o que levará a acréscimos na produção de alimentos grosseiros conservados, como feno e silagem.  
Ler Mais
     ago04 


Junho de 2023   

Junho de 2023

     Ao contrário do ocorrido em abril e maio, no mês de junho, a quantidade total de precipitação registada em toda a Região Norte superou a média climatológica em cerca de 45%. Na sub-região do Entre Douro e Minho (EDM), foram observados problemas na germinação do milho devido ao excesso de humidade e à proliferação de pragas de solo, como o alfinete. A colheita de mirtilo também foi prejudicada pelas condições climatéricas, resultando em perdas diretas e indiretas. Na sub-região de Trás-os-Montes (TM), foram identificadas áreas restritas com incidência de "acama" em determinadas searas. Estima-se que a produção global colhida de cereja no EDM sofra uma redução expressiva, em comparação com o ano anterior. O mesmo acontece em TM, embora com uma diminuição mais moderada. De um modo geral, os prados e pastagens apresentam um bom desenvolvimento vegetativo, proporcionando os recursos alimentares necessários para satisfazer plenamente as necessidades dos herbívoros. É importante realçar que a vespa das galhas do castanheiro (Dryocosmus kuriphilus Yasumatsu) continua a proliferar na região, afetando as árvores e, consequentemente, a produção, o que preocupa os agentes económicos e técnicos do setor.  
Ler Mais
     jul06 


Maio 2023   

Maio 2023

     A ocorrência de fenómenos atmosféricos na sub-região de Trás-os-Montes (TM), tais como trovoadas e queda de granizo, provocou danos significativos em diversas culturas. Embora esses danos tenham sido restritos a áreas específicas de certos concelhos, representam uma considerável redução na produção para diversos agricultores. Estima-se que haverá um aumento na área de plantação de batata em regadio em toda a região Norte, em comparação com o ano anterior. Esse aumento na área de plantação ocorre em muitos casos devido à necessidade dos agricultores reduzirem as despesas com alimentação do agregado familiar.   As amplitudes térmicas, combinadas com ventos fortes, prejudicaram o vingamento da cereja na sub-região de Entre Douro e Minho (EDM), resultando numa diminuição expressiva da produtividade, em comparação com o ano anterior. Adicionalmente, na sub-região de TM, também houve uma redução significativa na produtividade.   As condições meteorológicas favoreceram o desenvolvimento vegetativo das forragens e pastagens, além de facilitarem as operações de colheita, conservação e armazenamento. No entanto, é importante salientar que as quantidades de matéria verde disponíveis, tanto para pastoreio como para produção de alimentos conservados, serão semelhantes às do ano anterior.  
Ler Mais
     jun06 


Abril de 2023   

Abril de 2023

     No decorrer do mês de abril, foi possível observar um padrão de instabilidade climatérica, caracterizado por frequentes variações na temperatura e na precipitação. Contudo, o volume global de precipitação continua abaixo do valor considerado normal para o período. Apesar destas condições meteorológicas, as tarefas agrícolas em andamento, tais como as sementeiras e plantações, não foram afetadas. As previsões para a produtividade de cereais praganosos na sub-região de Trás-os-Montes (TM) indicam um ligeiro aumento em relação ao ano anterior. Pelo contrário, é esperada uma diminuição na produtividade da cereja, quando comparada com o ano passado, sendo expressiva na sub-região de Entre Douro e Minho (EDM). Já no que diz respeito à produtividade da amêndoa em TM, a previsão é de um aumento, apesar da ocorrência de geadas no início de abril, que afetaram o vingamento de algumas partes dos pomares. A chuva e as temperaturas acima do normal verificadas durante o Outono/Inverno, associadas às temperaturas acima do normal observadas neste mês, impulsionaram o crescimento das culturas forrageiras e pratenses, permitindo a colheita das forragens ou pastoreio direto. Isto reduziu a necessidade de utilizar alimentos armazenados ou concentrados como suplemento alimentar para os animais.  
Ler Mais
     mai08 


Março de 2023   

Março de 2023

     Na sub-região do Entre Douro e Minho, as condições meteorológicas favoráveis permitiram a realização das principais atividades agrícolas deste mês, tais como a poda e a empa das culturas permanentes. A formação de geada em zonas restritas da sub-região de Trás-os-Montes pode condicionar as florações, principalmente nas prunóideas que estão em curso, podendo resultar em quebras localizadas de produção. Além disso, observa-se uma significativa escassez de abelhas nesta fase de floração e fecundação, o que pode ser atribuído à elevada taxa de mortalidade destes insetos. Esse cenário pode levar a uma redução na quantidade de flores fecundadas, agravando ainda mais a queda na produção. No que se refere à produtividade dos cereais para grão, constata-se uma ligeira tendência de aumento, conforme a primeira previsão. Entretanto, em relação à produção de azeite, apesar do rendimento da azeitona em azeite ( funda) ter aumentado, estima-se uma significativa diminuição. Por outro lado, verifica-se um notável desenvolvimento vegetativo nas pastagens e forragens, o que proporciona uma boa oferta alimentar aos efetivos animais.  
Ler Mais
     abr05 


Fevereiro 2023   

Fevereiro 2023

     Na sub-região de Entre Douro e Minho, as culturas forrageiras de outono-inverno estão pouco desenvolvidas, mas as condições climatéricas favoreceram os trabalhos de inverno, como poda de pomares e vinhas e novas plantações. Na sub-região de Trás-os-Montes, as temperaturas médias e mínimas foram ligeiramente inferiores às normais e a precipitação acumulada foi muito baixa, podendo condicionar as florações e causar quebras localizadas de produção. No entanto, a situação beneficia o desenvolvimento radicular das culturas temporárias de outono/inverno. Na sub-região de Entre Douro e Minho, as condições climatéricas adversas afetaram a produção de cereais praganosos, especialmente do centeio, que tende a desaparecer devido ao baixo interesse económico. A produção de azeitona para azeite foi muito inferior à do ano anterior e os pomares de citrinos apresentam um fraco desenvolvimento vegetativo. Na sub-região de Trás-os-Montes, espera-se um ligeiro aumento na área cultivada com cereais praganosos, em comparação com o ano anterior. Mas, por outro lado, quanto à produção de azeitona, a expectativa é de uma queda significativa.  
Ler Mais
     mar06 


Janeiro 2023   

Janeiro 2023

     No que respeita às condições meteorológicas, persiste a situação observada no mês anterior, por sua vez idêntica à do último trimestre de 2022. O valor de precipitação acumulada em janeiro equivale a 136 % e 128% do valor normal, respetivamente, na sub-região de Entre Douro e Minho e de Trás-os-Montes. E os valores médios de temperatura média, mínima e máxima do ar também foram superiores aos valores normais em toda a Região Norte. Mantêm-se as contrariedades na realização das podas e sementeiras, assim como o atraso na conclusão das sementeiras das culturas de outono/inverno. O bservam-se nalgumas culturas episódios de adiantamento de atividade vegetativa, com florações precoces, podendo traduzir-se em quebras localizadas de produção. Prevê-se na sub-região de Trás-os-Montes um ligeiro aumento, relativamente ao ano anterior, das áreas semeadas de todos os cereais praganosos, da ordem dos 5%. Pelo contrário, no entre Douro e Minho, as estimativas apontam para uma retração das áreas semeadas, com exceção do centeio em que se prevê estagnação.  
Ler Mais
     fev03 


Dezembro de 2022   

Dezembro de 2022

     Contrastando com o Verão em que em muitas zonas o índice de água no solo atingiu o ponto de emurchimento permanente, atualmente já se encontra na capacidade de campo, em toda a Região Norte, em consequência da extraordinária quantidade de precipitação acumulada de outubro a dezembro. As dificuldades na execução dos trabalhos agrícolas, em particular das podas e sementeiras, são evidentes. E o atraso na conclusão das sementeiras das culturas de outono/inverno é incontornável. Na sub-região de Trás-os-Montes estima-se um ligeiro incremento da área de todos os cereais praganosos. Já a produção de azeitona para mesa e para azeite aponta para um decréscimo significativo. As temperaturas amenas, coadjuvadas com a ocorrência de chuva, favoreceram o desenvolvimento vegetativo das plantas pratenses e forrageiras, proporcionando boas condições de pastoreio.  
Ler Mais
     jan04 


Novembro de 2022   

Novembro de 2022

     Durante o mês de novembro persistiu uma intensa precipitação, contribuindo para a reposição dos níveis dos lençóis freáticos, situação que também se aplica à maioria do território da sub-região de Trás-os-Montes. Em todos os concelhos da sub-região de Entre Douro Minho, o índice de água no solo ultrapassou a capacidade de campo, sob efeito de uma precipitação impressionante em outubro e novembro (o valor acumulado superou o dos meses remanescentes). Em consequência, fazem-se sentir constrangimentos nas sementeiras das culturas de Outono/Inverno. As condições meteorológicas permitiram também a recuperação de algumas culturas, com especial destaque para os prados, pastagens e culturas permanentes. Em contrapartida,  impediram, na sub-região de Entre Douro e Minho, a conclusão das colheitas do milho em regadio (comprometendo, também, a secagem e armazenagem das espigas) e kiwi. Reitera-se a preocupação quanto à propagação, de certa forma exponencial, da vespa das galhas do castanheiro ( Dryocosmus kuriphilus Yasumatsu ) que afecta a produção de castanha, impactando a economia das explorações da sub-região de Trás-os-Montes.  
Ler Mais
     dez06 


Outubro de 2022   

Outubro de 2022

     O mês de outubro foi marcado por uma intensa precipitação, subsistindo, contudo, zonas da Região Agrária de Trás-os-Montes com solos em situação de Ponto de Emurchecimento Permanente. Verifica-se que a pluviosidade acumulada no ano agrícola de 2021/2022 foi inferior em 33% e 43%, face a um ano normal, respetivamente, na Região Agrária do Entre Douro e Minho e Trás-os-Montes, com a particularidade de em algumas zonas terem ocorrido períodos longos sem precipitação. Assim, em jeito de balanço do ano agrícola, não é de estranhar a previsão de uma quebra na produção da generalidade dos produtos agrícolas, mais ou menos acentuada conforme a zona homogénea, a cultura e a sua condição de sequeiro ou regadio. Exceção para a uva para vinho, na sub-região de Entre Douro e Minho que terá beneficiado das primeiras chuvas de setembro e da quase ausência de problemas fitossanitários, o que será também fator positivo para a qualidade do vinho. Não obstante a precipitação em muito superior ao normal para o mês de outubro, foi possível realizar os trabalhos agrícolas desta época, nomeadamente a colheita dos milhos, frutos secos e uvas para vinho, assim como a preparação do novo ano agrícola.  
Ler Mais
     nov03 


Setembro de 2022   

Setembro de 2022

     A precipitação ocorrida em setembro foi muito benéfica para as vinhas, pomares e culturas forrageiras da sub-região de Entre Douro e Minho. Já na sub-região de Trás-os-Montes, apesar do seu efeito benéfico, não foi possível atenuar grandemente a situação de seca vigente, nem o stress hídrico das plantas. As condições meteorológicas permitiram a realização dos múltiplos trabalhos agrícolas, não obstante a necessidade de antecipação da data das vindimas, nalgumas zonas de observação. As colheitas das culturas anuais e permanentes (fruteiras e vinha) estão praticamente concluídas, mantendo-se a previsão de um mau ano agrícola. A exceção é a produção de uva para vinho, na sub-região de Entre Douro e Minho, onde se prevê um aumento de 4%, face ao ano transato.  
Ler Mais
     out04 


Agosto de 2022   

Agosto de 2022

     Em agosto, esgotou-se a água disponível em diversos poços, minas e nascentes, outrora utilizada na rega de culturas permanentes e temporárias. Em simultâneo, os valores médios da temperatura máxima superaram claramente os da normal climatológica. A rarefação da oferta alimentar nas pastagens de montanha obriga os animais a maiores deslocações. A distribuição, a título extraordinário, de forragens conservadas tem sido inevitável na maioria das explorações. Esta necessidade, associada à contração da disponibilidade de recursos forrageiros, deixa antever dificuldades acrescidas na alimentação do efetivo animal nos períodos de carência que se seguem, nomeadamente no Inverno. O início da colheita de diversos frutos (uva para vinho, incluído) foi antecipado, em muitas zonas, suscitando o ajustamento do funcionamento das respetivas estruturas de transformação e armazenamento. Estamos perante um cenário desolador, levando à revisão em baixa das produtividades e, consequentemente, das produções globais referentes à maioria dos produtos. Também se perspetiva a obtenção de produtos de menor qualidade. Face a este cenário é cada vez mais premente repensar as estratégias de adaptação e mitigação dos efeitos das alterações climáticas, nomeadamente no aumento da capacidade de armazenamento das águas superficiais e da eficiência da rega.  
Ler Mais
     set05 


Julho de 2022   

Julho de 2022

     Neste mês de julho, persiste a insuficiência de precipitação, sendo os seus efeitos agravados pela supremacia dos valores médios da temperatura máxima, média e mínima face aos da normal climatológica. O aumento da frequência das regas, com a consequente delapidação dos recursos hídricos, quando tal é possível, é uma inevitabilidade. Assim, as estimativas de produtividade e consequentemente de produção global da maioria das culturas permanentes acompanhadas mantiveram uma tendência negativa, comparativamente ao ano anterior. A declaração da situação de contingência, em resultado do risco extremo de incêndio rural, impôs limitações na realização dos trabalhos agrícolas, particularmente da ceifa/debulha dos cereais praganosos. A este respeito é também de referir o impacto dos incêndios rurais em apiários, diversas pastagens e em culturas permanentes, em muitos casos com quebra total do potencial produtivo.    
Ler Mais
     ago03 


Junho de 2022   

Junho de 2022

     Apesar de alguma precipitação ocorrida no final do mês de junho, propícia às culturas arvenses, prados e pastagens, a mesma continuou a ser insuficiente para atenuar os efeitos da seca, sobretudo no nordeste transmontano. Por outro lado, na zona litoral, debilitou as culturas em fase de colheita, nomeadamente cereais praganosos e mirtilo. A precipitação foi significativamente inferior à da normal climatológica e os valores médios da temperatura foram superiores aos valores normais para todas as medidas de tendência central e dispersão. Esta situação determinou regas mais frequentes, antevendo-se escassez de água no período estival caso não sejam tomadas medidas adicionais atinentes ao aumento da eficiência da sua utilização. Face à seca e a geadas tardias ocorridas, para a maioria das culturas permanentes acompanhadas, prevê-se uma diminuição da produtividade, comparativamente ao ano anterior. A cereja da Beira Douro e Távora e de Resende e a vinha no Ribadouro e Vale do Sousa, de entre as culturas com expressão, parecem ser as únicas exceções. De realçar, ainda, a expressiva rejeição de frutos de mirtilo (no EDM), em consequência do estado de tempo durante a colheita.  
Ler Mais
     jul06